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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

MENSAGEM DE EMMANUEL AOS CARAVANEIROS

Mensagem Destinada aos Caravaneiros


Mensagem recebida em Pedro Leopoldo, em sessão no Centro Esp. Luís Gonzaga.
11 de dezembro de 1950, por intermédio de Francisco Cândido Xavier, e destinadas aos Caravaneiros presentes.



Meus amigos, muita paz
Jesus é o centro divino da verdade e do amor, em torno do qual gravitamos e progredimos. Por se guardarem leais em torno d’Ele, unidos, não só nas plataformas verbalísticas, mas também na fraternidade real e no espírito de sacrifício, os cristãos da epopéia evangélica inicial, sofreram, lutaram e amaram, durante trezentos anos, esperando a renovação do mundo.
Hoje, o espetáculo é diferente. Não mais tronos de tirania na governança dos povos, e não mais os circos de lama e sangue, exigindo a renúncia extrema nas angústias da sombra e da morte, mas, prevalecem dentro de nós, as forças escuras da perturbação e da desordem, reclamando o exercício de toda a nossa capacidade de trabalho restaurador do mundo de nós mesmos. Há uma terra diferente, aguardando-nos os corações e as mãos na restauração da Vida.
E o Espiritismo Cristão, pelos espiritistas, é a Luz que deve resplandecer para os tempos novos.
Daí, o imperativo de nossa unificação nos alicerces do serviço. Claro que a sintonia absoluta de todas as interpretações doutrinárias num foco único de visão e realização, é impraticável e, por agora, impossível. Cada criatura contempla a natureza e o horizonte do ângulo em que se coloca. O semeador do vale não verá o mesmo jogo de luz no Céu, suscetível de ser identificado pelo observador do firmamento situado no monte.
Que os trabalhadores do bem sejam honrados na posição digna em que se colocam. O jovem é irmão do mais velho, e aquele que ampara o alienado, é companheiro do missionário que escreve um texto consolador. A Doutrina Redentora dos Espíritos é um edifício divino na Terra, e o servidor que traça paisagem simbólica e sublime no altar mais íntimo desse domicílio sagrado de fé, não pode ironizar o cooperador que empunha a picareta, nas bases da casa para sustentar-lhe a higiene, a segurança e a beleza, muitas vezes, com suor e lágrimas.
Cultuemos, acima de tudo, a solidariedade legítima. Nossa união portanto, há de começar na luz da boa vontade.
Guardemos boa vontade uns para com outros, aprendendo e servindo com o senhor, e felicitando aos companheiros que se confiaram à tarefa sublime da confraternização, usando o próprio esforço.
Rogo ao Divino Mestre nos fortaleça e ajude a todos nós. EMMANUEL


terça-feira, 11 de agosto de 2009

VIOLETAS NA JANELA

Violetas na Janela. Um Romance Espirita. Ditado pelo espírito patrícia. Desencarnada aos 19 anos

Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck.



Despertando no Mundo Espiritual



Por muitas vezes acordei, para logo em seguida adormecer. Neste período desperta, observei o local onde estava. Era um quarto com paredes claras e uma janela fechada. O local estava na penumbra. Sentia-me extremamente bem. Ouvia a voz de meu pai, ou melhor sentia as palavra;

''Patrícia filha querida dorme tranquila, amigos velam por você. Esteja em paz''

Embora essas palavras fossem ditas com muito carinho, eram ordens. Sentia-me protegida e amparada.





Via-me deitada numa cama alta como as dos hospitais, branca e confortável. Acordava e dormia.



Até que despertei de fato. Sentei-me no leito. Virei a cabeça devagar, observando o quarto, e foi então que vi ao lado do meu leito, sentado numa poltrona, um senhor. Quando o olhei, ele sorriu, agradavelmente.

Apalpei-me ajeitando-me entre os lençois alvos e levemente perfumados. estava vestida com meu pijama azul de malha. Arrumei com as mãos meus cabelos.



"onde será que estou?"-pensei.



Não conhecia o local e nem aquele senhor que, calmamente, continuava a sorrir. Não tive medo e nem me apavorei. Fiquei calada por minutos, tentando entender. até que o risonho senhor me dirigiu a palavra!





-Oi Patrícia Como se sente?

-Bem...



Pensei no meu pai. Senti-o. Interroguei-o mentalmente: "Papai que faço?"- "Calma esteja Tranquila, diante do desconhecido, procure conhecer; nas dificuldades, ache soluções.

Pense em Jesus. O divino mestre é a luz do nosso caminho".

Papai respondeu dentro de mim, era como se pensasse com a voz dele. Senti coragem e ânimo, certamente eras fluidos que me enviava. Confiei. Voltei a cabeça na direcção daquele senhor, olhei-o fixamente e indaguei:
- Como sabe meu nome?
- Patrícia é um lindo nome, conheço-a há tempo.
- Onde estou?
- Entre amigos.

Realmente sentia assim. Estava calma. Ter acordado num lugar desconhecido e com aquele estranho ao meu lado pareceu-me natural. E logo eu, que sempre fui tão caseira e avessa a estranhos. Interroguei-o novamente.

-Como se chama?
- Maurício. Sou amigo de seu Pai.
- É médico? Trabalha em nosso Centro espirita?
Não me respondeu, seu olhar tranquilo dava-me calma. Observei-o detalhadamente. Ruivo, com sardas pelo rosto, olhos verdes, boca grande e sorriso agradável. Deixou que eu o observasse. Minutos passamos em silêncio. Até que ousei perguntar:

- Estou sonhando ou desencarnei?



Indagando

Aquele estranho que, por afinidade, senti ser um amigo a velar por mim, continuava a sorrir. Olhou-me nos olhos. Lembranças de acontecimentos vieram-me á mente.

Ia levantar, era domingo, inverno, final de férias. Sentei-me na cama para trocar o pijama quente por outra roupa, quando senti uma tontura. A cama estava encostada na parede e foi nela que apoiei a cabeça e parecia que algo explodia dentro dela. Estas sensações foram por segundos. Vi e ouvi por instantes, sem definir quem, pessoas ao meu lado.

-" Calma, patrícia, calma"! - alguém falou carinhosamente.
Senti que seguraram minhas mão, como também senti mãos sobre minha cabeça.

- "Dorme, dorme..."

Dormi realmente. As lembranças acabaram como por encanto. O fato é que estava num quarto que não era o meu, e diante de Maurício. Olhei para todos os lados e entendi, não foi preciso ele responde. Maurício somente me ajudou a lembrar. Desencarnei. Estava tão calma que estranhei. Suspirei. o melhor era assumir.
Não sabia que iria desencarnar um dia? Voltei a indagar Maurício, como se fosse um assunto banal:

-Que aconteceu? de que desencarnei?
- Uma veia rompeu no seu cérebro. Tem que haver um motivo para o corpo morrer quando é vencido o prazo de o espírito ficar encarnado. Foi por um aneurisma cerebral.

- Onde estou?
- na colónia São Sebastião. No hospital. na parte de Recuperação.
- Recupero me de quê?
- De nada, você está ótima, aqui está somente para se adaptar. Patrícia lembra de sua avó Amaziles? Ela está aqui e quer vê-la.

A imagem de vovó veio á minha mente. Gostava muito dela. Estivera muito doente, depois piorou e foi para o hospital. Quando desencarnou estávamos, seus netos, a orar para que sarasse.
Ao sabermos que desencarnara, pusemos-nos a chorar.

- "Como"? - minha irmã indagou.- "Estávamos a ora para que sarasse!". Minha mãe respondeu: - "Suas preces foram ouvidas. Jesus, vendo que ela não poderia sarar no corpo, levou-a para que sarasse no Plano espiritual". Senti, sentimos muito seu desencarne. Agora, ali estava ela querendo me ver...
Corrigi meu pensamento: -"Gostava não gosto muito dela!"
- Por favor Maurício, peça-lhe para entrar - disse emocionada.
Vovó entrou no quarto, de mansinho. Estava diferente, mais bonita, esperta e sem seus grossos óculos. beijou-me na testa, e nos abraçamos demoradamente. Meus sentimentos naquele momento ficaram confusos. Senti alegria em vê-la, mas também, tive a certeza de que eu realmente havia desencarnado.
Senti um vazio e um ligeiro medo. Percebendo Vovó sentou-se ao meu lado, no leito. Sorriu feliz e disse:

- Patrícia aqui é lindo! Logo poderei mostrar-lhe lugares maravilhosos. Você está tão bem! tão linda! Necessita de alguma coisa? quer que lhe faça algo? Você...

- Vovó- interrompi,- Como está mamãe? papai? Juninho? Carla e o nené?

Obs: (Juninho e Carla são irmãos de Patrícia, Carla estava gravida do primeiro filho quando Patrícia desencarnou.)

-Estão bem. São espíritas. O Espiritismo dá aos encarnados o entendimento da morte do corpo, e, assim, eles compreenderam os acontecimentos e sabem que seu desencarne lhe trará muitas felicidades. Juninho está bem e Carla também. ainda mais que ira ter um belo menino. seu pai é firme como rocha e seu saber é o leme a dirigir o barco do lar.

- Vovó, eles não sentiram meu desencarne?!
- Sentiram. É claro que todos sofrem sua ausência e se ajudam mutuamente com muita compreensão. Fazem de tudo para mandar a você o caminho e o amor que sentem.
Um dia vocês irão se encontrar, como agora se encontra comigo. Verá que nunca estiveram separados, porque o amor une.

- Vovó, por favor, cuide deles. O senhor também, Maurício. Ajude-os, pois mamãe deve estar triste. Será que chora por mim? Ela poderá não querer se alimentar...

Desde que Vovó entrara no quarto, Maurício ficou sentado na poltrona em silêncio. Como me dirigi a ele, rogando ajuda. tentou tranquilizar-me.
- Patrícia no seu lar terreno eles só nos pedem que cuidemos de você. A menina nos pede para cuidar deles. O carinho sincero que os une é laço forte. Cuidaremos de você e deles.

Estarei sempre aqui e, até que se adapte bem. ficarei em sua companhia. estou encarregado de velar por você.

- Obrigado respondi tentando sorrir, mas acho que fiz foi uma careta.
Foi dando-me um sono, uma vontade irresistível de dormi. deitei. Vovó ajudou-me a acomodar. Meus olhos foram fechando, enquanto os dois sorriam para mim. Vovó me beijou na testa e segurou minha mão.

-Acho que vou dormi...

Trechos fiel de Violetas na janela...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

MENSAGEM DE ANDRÉ LUIZ

A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões.



O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso.


Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimento, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria.



Cerrar os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples.



Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser.



Oh! caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração! É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna! É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!...



Seria extremamente infantil a crença de que o simples " baixar do pano" resolvesse transcendentes questões do infinito.



Uma existência é um ato.


Um corpo- uma veste.


Um século- um dia.


Um serviço- uma experiência.


Um triunfo- uma aquisição.


Uma morte- um sopro renovador.



Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?


E o letrado em filosofia religiosa fala de deliberações finais e posições definitivas!



Ai! por toda parte, os cultos em doutrina e os analfabetos do espírito!


É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira- ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vasta dissertações sem palavras articuladas.

Muita longa, portanto, nossa jornada laboriosa.

Nosso esforço pobre quer traduzir apenas uma ideia dessa verdade fundamental.

Grato, pois, meus amigos!

Manifestamo-nos, junto a vós outro, no anonimato que obedece a caridade fraternal. A existência humana apresenta grande maioria de vasos frágeis, que não pode conter ainda toda a verdade. Aliás, não nos interessaria, agora, senão a experiência profunda, com os seus valores coletivos. Não atormentaremos alguém com a ideia da eternidade. Que os vasos se fortaleçam, em primeiro lugar, forneceremos, somente, algumas ligeiras noticias ao espírito sequioso dos nossos irmãos na senda de realização espiritual, e que compreendem conosco que "O Espírito sopra onde quer".

E, agora, amigos, que meus agradecimentos se calem no papel, recolhendo-se ao grande silencio da simpatia e da gratidão. Atracão e reconhecimento, amor e júbilo moram na alma. Crede que guardarei semelhantes valores comigo, a vosso respeito no santuário do coração.

Que o Senhor nos abençoe.

Mensagem Extraído do livro "Nosso Lar".

André Luiz.


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