segunda-feira, 24 de agosto de 2009

TERAPIA DE VIDAS PASSADAS

A Terapia de Vidas Passadas é uma forma de terapia holística baseada no regresso da consciência a fatos e eventos ocorridos antes do nascimento. Para os terapeutas de vidas passadas, é possível lembrar de nossas vidas anteriores através da técnica da regressão de memória, que consiste num conjunto de técnicas de relaxamento e indução a um estado de consciência mais elevado. Durante o processo regressivo, as pessoas podem ter acesso a sua memória anterior ao nascimento físico, e podem se reconhecer como sendo uma outra pessoa, porém, conservando a consciência daquilo que elas são na vida atual.


A Regressão de memória, tal como é utilizada nos dias de hoje, não coloca a pessoa num estado inconsciente, onde supostamente ela estaria subjugada ao terapeuta e enfraquecida em sua vontade. Isso verdadeiramente não ocorre. Na regressão pela via do relaxamento e da visualização, as pessoas submetidas à terapia permanecem conscientes durante todo o tempo, tendo o controle da experiência e podendo interromper a regressão a qualquer momento. Isso é inclusive muito importante no processo de conscientização.

O poder terapêutico da regressão a vidas passadas reside no fato de que a maioria de nós, em nossas vidas anteriores, fomos vítimas de traumas e sofrimentos muito intensos, e toda essa emoção ficou armazenada em nosso inconsciente. Nos dias atuais, essa memória que não reconhecemos objetivamente nos influencia de um modo positivo ou negativo, podendo criar padrões de comportamentos e crenças centrais que se originaram em existências anteriores.

Durante o processo da Terapia de Vidas Passadas (TVP) a pessoa tem a oportunidade de experimentar novamente aquilo que havia permanecido no passado e estava esquecido. Ela terá outra chance de ver e sentir tudo aquilo que passou. Sempre que nos é dado o direito de atravessar novamente uma situação negativa, podemos modifica-la e fazer tudo de uma forma diferente. A dádiva da vida nos capacita a alterar a forma que a vivência ficou armazenada, e liberar toda a carga física, emocional, mental e espiritual que até então estava associada e presa à situação passada.

Toda a revivência produz uma descarga, que é proporcional ao nosso envolvimento com as cenas e acontecimentos passados. Assim, podemos realizar a chamada catarse, que é colocar para fora de nós aquilo que estava retido por experiências de traumas ou acumulação repetida de energias.

Trazendo para a percepção consciente um determinado conteúdo, adquirimos poder sobre ele. Dessa forma, não somos mais controlados por ele, mas assumimos as rédeas da situação. Dentro desse quadro, a influência mais poderosa exercida sobre nós ocorre quando somos incapazes de perceber a sua existência, por estar misturada aos nossos pensamentos, emoções, crenças e ao nosso modo de ser. Por analogia, a propaganda mais sutil é aquela que não aparece como propaganda, mas como mensagem subliminar. A tomada de consciência é onde reside a essência terapêutica da regressao. A esse respeito, consideremos as palavras de Jesus quando diz "Conhecereis a Verdade e Ela vos libertará.".

PRÊMIO MAUSE DE OURO


ESTE SELO FOI  Á ME OFRECIDO PELO AMIGO FELIPE DO BLOG   http://sempreumpoucodetudo.blogspot.com/

MEUS AGRADECIMENTOS AO AMIGO FELIPE POR OFERECER, -ME E PELO RECONHECIMENTO DO MEU TRABALHO.

QUE A PAZ ESTEJA SEMPRE PRESNTE EM SUA VIDA.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

MENSAGEM DE EMMANUEL AOS CARAVANEIROS

Mensagem Destinada aos Caravaneiros


Mensagem recebida em Pedro Leopoldo, em sessão no Centro Esp. Luís Gonzaga.
11 de dezembro de 1950, por intermédio de Francisco Cândido Xavier, e destinadas aos Caravaneiros presentes.



Meus amigos, muita paz
Jesus é o centro divino da verdade e do amor, em torno do qual gravitamos e progredimos. Por se guardarem leais em torno d’Ele, unidos, não só nas plataformas verbalísticas, mas também na fraternidade real e no espírito de sacrifício, os cristãos da epopéia evangélica inicial, sofreram, lutaram e amaram, durante trezentos anos, esperando a renovação do mundo.
Hoje, o espetáculo é diferente. Não mais tronos de tirania na governança dos povos, e não mais os circos de lama e sangue, exigindo a renúncia extrema nas angústias da sombra e da morte, mas, prevalecem dentro de nós, as forças escuras da perturbação e da desordem, reclamando o exercício de toda a nossa capacidade de trabalho restaurador do mundo de nós mesmos. Há uma terra diferente, aguardando-nos os corações e as mãos na restauração da Vida.
E o Espiritismo Cristão, pelos espiritistas, é a Luz que deve resplandecer para os tempos novos.
Daí, o imperativo de nossa unificação nos alicerces do serviço. Claro que a sintonia absoluta de todas as interpretações doutrinárias num foco único de visão e realização, é impraticável e, por agora, impossível. Cada criatura contempla a natureza e o horizonte do ângulo em que se coloca. O semeador do vale não verá o mesmo jogo de luz no Céu, suscetível de ser identificado pelo observador do firmamento situado no monte.
Que os trabalhadores do bem sejam honrados na posição digna em que se colocam. O jovem é irmão do mais velho, e aquele que ampara o alienado, é companheiro do missionário que escreve um texto consolador. A Doutrina Redentora dos Espíritos é um edifício divino na Terra, e o servidor que traça paisagem simbólica e sublime no altar mais íntimo desse domicílio sagrado de fé, não pode ironizar o cooperador que empunha a picareta, nas bases da casa para sustentar-lhe a higiene, a segurança e a beleza, muitas vezes, com suor e lágrimas.
Cultuemos, acima de tudo, a solidariedade legítima. Nossa união portanto, há de começar na luz da boa vontade.
Guardemos boa vontade uns para com outros, aprendendo e servindo com o senhor, e felicitando aos companheiros que se confiaram à tarefa sublime da confraternização, usando o próprio esforço.
Rogo ao Divino Mestre nos fortaleça e ajude a todos nós. EMMANUEL


CARAVANA DA FRATERNIDADE


“CARAVANA DA FRATERNIDADE” 1950


“Espíritas do Sul do País organizaram um movimento de aproximação a que se deu o nome de ‘Caravana da Fraternidade’...

...com o propósito de visitar todos os Estados do Norte. Principalmente os Estados que ainda não tinham se decidido sobre o Pacto Áureo de 5 de outubro de 1949...

[...] Os caravaneiros - Artur Lins de Vasconcelos, Carlos Jordão da Silva, Francisco Spinelli, Ary Casadio e Leopoldo Machado - levantaram vôo em avião da Aerovias Brasil, a 31 de outubro1. Primeiro, Salvador. [...] De Salvador até o extremo Norte, os caravaneiros visitaram todas as capitais2 e mais Parnaíba, vivendo em todas elas, inesquecíveis programas de intensa vibração doutrinária e fraternal. [...] Lins de Vasconcelos regressou de Recife, sendo substituído pelo irmão pernambucano Luiz Burgos Filho. O médium Ary Casadio voltou de Fortaleza.
Só Leopoldo Machado e Luiz Burgos Filho foram a Manaus3, [...] Em todas as cidades, a Caravana procedeu da maneira seguinte: (I) Conferências culturais para o grande público, que atraíram verdadeiras multidões a elas, tarefa quase que da responsabilidade do prof. Leopoldo Machado; (II) Reuniões de mesa-redonda para reajustamento de pontos de vista de choque, das quais o ideal da unificação sempre saiu vitorioso, por isso que de todas elas foram lavradas as respectivas atas; (III) Visitas de estímulo às instituições espíritas de assistência social; (IV) Programas sociais, organizados pelos irmãos visitados.

A Caravana procurou, assim, colimar vários objetivos, como sejam: a) Maior aproximação dos espiritistas, visionando o ideal de unificação social da Doutrina; b) Propaganda cultural do Espiritismo, no mundo profano; c) Maior estímulo às obras de assistência social inspiradas pela Doutrina; d) Levar ambientação doutrinária aos lares, de vez que os caravaneiros sempre preferiram hospedagem nos lares de irmãos.

A Caravana da Fraternidade dissolveu-se em Belo Horizonte, a 13 de dezembro1, depois de receber, na véspera, em Pedro Leopoldo, pelo médium Francisco Cândido Xavier, mensagens de Emmanuel e Amaral Ornelas, e depois de um belo e grande programa lítero-doutrinário, em que os caravaneiros fizeram o primeiro relato de suas impressões, na sede da União Espírita Mineira”.

1 – Ano de 1950.
2 – Todas as capitais do Nordeste e do Norte, exceção feita aos então quatro Territórios;
3 – Com exceção de Lins de Vasconcelos que retornou de Recife, os demais integrantes foram até Belém do Pará.

(Trechos e informações extraídos de: Machado, L. A Caravana da Fraternidade, Nova Iguassú: Ed. Lar de Jesus, 1954.)

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