sábado, 8 de agosto de 2009

PRECE DO TRABALHADOR

Bom dia meu Deus! Antes que comece este dia e eu me concentre na correria de mais uma jornada de trabalho, quero falar com o senhor.
Dentro de mim existe uma gratidão imensa porque eu tenho um ganha- pão, enquanto tantas pessoas sofrem desesperadas com o desemprego e a fome.
Muitas vezes, quando eu chego em casa, sinto o meu corpo cansado, mas até por esse cansaço eu lhe agradeço.
Perdoe-me quando eu saio ás pressas e não digo uma só palavra, deixando de fazer minha prece.
Conceda me, Senhor, aprender com as pessoas que trabalham comigo, ainda que elas não demonstrem vontade de ensinar.
Permita-me ama-las ainda que elas não estejam abertas para o amor.
Derrame sobre meu ambiente de trabalho a Sua paz e a Sua misericórdia para que todos sintam a sua presença.

Não permita jamais que eu me acomode ou me acostume no mesmo lugar lugar. Quero crescer com dignidade e respeito, cumprindo os meus afazeres com dedicação e preocupação com o próximo.
Dê-me coragem para prosseguir, esperança para continuar sonhando e a certeza de que, através do meu trabalho, poderei fazer com que ao menos um pedacinho do mundo se transforme num lugar melhor de se viver.
amém.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

SER PAI


Ser pai é estar bem companheiro,

Construindo no ninho familiar a grandeza dos filhos,

para alicerçar valores que edificam a sociedade.

Ser pai é estar bem jardineiro,

Plantando raizes de virtudes com mãos delicadas,
para que o lar seja sementeira de luz e de verdade.

Ser pai é estar heroi,

Protegendo o espaço sagrado de seu templo- família,
Cultivando no coração dos filhos o germe da harmonia.

Ser pai é esta bem na fonte de vida,

inaugurando nossa história com gestos de amor,
renovando perenemente a herança da criação.

Ser pai é estar bem poeta,

declamando com carinho os vesos de sua vivência,
para cultivar e enobrecer os projetos de nossa existência.


Homenagem do Estar bem Corpo & alma.


O ESPIRITISMO


Para começar a falar de Espiritismo, vamos esclarecer que o termo foi usado pela primeira vez por Allan Kardec na obra O Livro dos Espíritos. Antes disso, usavam-se termos como Espiritualismo e Neo-Espiritualismo e, embora os fatos espíritas sempre tenham existido, eram interpretados das mais diversas maneiras, muitas delas sob o prisma do misticismo, da superstição e do sobrenatural.Para obter a resposta mais completa à pergunta acima formulada, é necessário que se recorra ao O Livro dos Espíritos, que é o próprio delineamento, núcleo central e, ao mesmo tempo, arcabouço geral da Doutrina Espírita.

Examinando este livro, em relação às demais obras de Kardec que completam a Codificação, veremos que todas elas partem das bases de O Livro dos Espíritos. As ligações de conteúdo entre esses livros, quais sejam, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro dos Médiuns, A Gênese, O Céu e o Inferno, deixam perceber que a Codificação se apresenta como um todo homogêneo e conseqüente.

Após 150 anos de sua publicação, O Livro dos Espíritos continua sendo tão sólido e atual como nos primeiros dias, sem ter sido abalado pelo progresso tecnológico das ciências materiais do mundo porque, como diz Kardec, o Espiritismo é uma doutrina progressista e aberta.
É Ciência, porque se trata de um conjunto organizado de conhecimentos relativos a certas categorias de fatos ou fenômenos analisados empiricamente, catalogados e relatados por seus pesquisadores, representado pelo O Livro dos Médiuns. Diz Kardec, "a fé sólida é aquela que pode encarar a razão, face a face."

É Filosofia, quando, inserido no contexto filosófico tradicional, embora de cunho evolucionista e metafísico, pontua a necessidade do homem ir em busca de seu autoburilamento, estimulando-o à averiguação de respostas às questões magnas da Humanidade: sua natureza, sua origem e destinação, seu papel perante a Vida e o Universo. Diz Kardec, "nascer, viver, morrer e renascer de novo, progredindo sempre, tal é a lei."

É Religião, porque tem o dom de unir os povos em um ideal de fraternidade, preconizado por Jesus de Nazaré, permitido, dessa forma, que o homem se encontre com o próprio Criador. Diz Kardec, "fora da caridade não há salvação."

EspiritismoA vasta literatura que atualmente nos é oferecida, mostra que a nossa época está muito desenvolvida no campo da intelectualidade e do conhecimento geral. Dentro deste contexto, a palavra Espiritismo, parece ter-se diluído no mar das verdades que há muito esta Doutrina vem ensinando.
Embora ainda não seja de compreensão geral, já não se verifica o espanto de antigamente, quando esclarecimentos espíritas são citados.
É interessante verificar que está acontecendo, exatamente, o que foi previsto por Kardec há quase cento e cinqüenta anos.
Sob diferentes enfoques, encontramos a realidade dos postulados espíritas, apresentados e discutidos por estudiosos de diversas áreas, fazendo renascer questões que a Doutrina Espírita sempre movimentou.Apesar de todos os questionamentos a respeito deste assunto, poucos se preocupam ou sequer pensam como, realmente, será a continuidade do nosso existir após a desencarnação.
Em geral, a maioria se contenta com uma explicação ilusória sem lógica ou confirmação.Somente, a Doutrina Espírita, com sua função esclarecedora, consegue nos mostrar os horizontes da vida espiritual.
Como roteiro seguro deste assunto, gostaríamos de lembrar o excelente livro "Voltei", psicografado por Francisco Cândido Xavier, e ditado pelo Espírito Irmão Jacob, onde encontramos um relato muito claro da passagem para o Mundo Espiritual e os primeiros momentos do Espírito no seu retorno à pátria verdadeira.
A Palingenesia que significa novo nascimento ou nascer de novo, é crença muito antiga, que acompanha o homem desde que ele passou a adotar rituais religiosos. Acredita-se que foi na Índia que primeiro se estabeleceu a idéia de Reencarnação, tornando-se dogma em todas as religiões do antigo oriente.No decurso da História, vamos encontrar Pitágoras no séc. VI a. C., trazendo para a Grécia os conceitos que aprendera no Egito e na Pérsia.
O sentido da reencarnação manteve-se na filosofia grega através da doutrina de Sócrates e Platão. No mundo antigo, a reencarnação era tida como realidade inquestionável e da qual não se duvidava. Kardec também diz (O Evangelho Segundo o Espiritismo - cap. IV), que a reencarnação fazia parte dos dogmas judeus.Jesus em várias ocasiões se referiu à reencarnação e seu diálogo com Nicodemos, não deixa dúvida quanto à necessidade do homem renascer para dar cumprimento à lei de causa e efeito, maravilhoso ditame da justiça Divina.Depois da estadia do Mestre Jesus entre nós, durante certo tempo, permaneceu bem acesa a verdade da reencarnação, mas, interesses religiosos e políticos, acabaram interferindo nessa crença e confundindo muitas das questões bíblicas que tratavam do assunto.
Mas, hoje, vemos a humanidade, através do estudo e da pesquisa cientifica, aproximar-se da verdade espiritual, reatando o fio dos primórdios tempos, para fazer renascer a verdade da reencarnação , tão atingida no seio da humanidade. E o Espiritismo Em meados da década de 1860, a cidade de Salvador conheceu uma explosão espírita de que não há paralelo no Brasil. As obras de Kardec, lidas em francês, eram discutidas apaixonadamente nas classes mais cultas."É assim que Ubiratan Machado coloca em seu livro Os Intelectuais e o Espiritismo como chegou ao nosso país a Doutrina Espírita.
E continua sendo apenas estudada pela Corte e como privilégio dos que conheciam o idioma francês. Mas foi em 1865 que realmente oficializou-se o Espiritismo com a fundação do 1º Centro Espírita de conhecimento público, do país, sob a direção do Dr. Luiz Olímpio Teles de Menezes, na cidade de Salvador, O Grupo Familiar do Espiritismo. No ano seguinte, Dr. Menezes publicou sua tradução da Filosofia Espiritualista, uma seleção de trechos de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.Ao mesmo tempo, em São Paulo, a Tipografia Literária editava outro livro do Codificador.
"O Espiritismo reduzido a sua mais simples expressão" , sem indicação de tradutor.A primeira conseqüência do trabalho de Luís Olímpio era muito clara, o público que não conhecia o francês começou a ler com bastante interesse a filosofia espírita.
A Segunda conseqüência foi a reação do clero, que começou a falar nos púlpitos sobre os malefícios da nova doutrina e em seguida lançou uma Carta Pastoral, datada de 16 de junho, mas só divulgada a 25 de julho de 1867. Essa Carta em forma de opúsculo acusava violentamente o Espiritismo com inverdades, ocasionando uma série de debates entre Luiz Olímpio e o padre Juliano José de Miranda.
E evidentemente o ponto mais ardoroso era a reencarnação. Encerrou-se finalmente depois de longo tempo quando o padre sabendo que Luiz Olímpio era católico de nascimento, resolveu a questão dizendo que "Espiritismo e Catolicismo são a mesma Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo".No ano de 1875 a Livraria Garnier lançava a sua primeira tradução de uma obra de Allan Kardec para o Brasil, O Livro dos Espíritos, pelo médico fluminense Dr. Joaquim Carlos Travassos; que foi também o tradutor do O Céu e o Inferno e O Livro dos Médiuns. Esses são apenas alguns dados extraídos da belíssima obra Os Intelectuais e o Espiritismo em que podemos encontrar o início do movimento Espírita Brasileiro e a necessidade imperiosa dele florescer no Brasil
Os espíritos de Bezerra de Menezes, Humberto de Campos e tantos outros nos trazem mensagens sobre a necessidade de divulgação do Espiritismo no solo pátrio e inclusive em outros países. A mensagem espírita representa a presença de Jesus entre nós, quando afirmou que enviou o Consolador "para que fique eternamente convosco o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas, vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito." (João, XIV: 15 a 17; 26). - por Ana Gaspar

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

AMPARO



Meus irmão amparai os abandonados! se soubessem quanto é triste estar só e abandonado, sobretudo quando criança! Deus permite que existam abandonados para nos animar a lhes servirmos de pais.


Que divina caridade, a de ajudar uma pobre criaturinha abandonada, livrar-la da fome e do frio, orientar sua alma, para que ela não se perca no vício!


Quem estende a mão a uma criança abandonada é agradável á Deus, porque demonstra compreender e praticar a sua lei.


Lembrai também de que, frequentemente, a criança que agora socorreis vos foi cara numa encarnação anterior, e se o pudésseis recordar, o que fazeis já não seria caridade, mas o cumprimento de um dever.


Assim portanto, meus amigos, todo sofredor é nosso irmão e tem direito á nossa caridade.


Não a essa caridade que magoa o coração, não a essa esmola que queima a mão que a recebe, pois os nossos óbulo são frequentemente muito amargo!

Dai com ternura, juntando ao beneficio material o mais precioso de todos: uma boa palavra, uma carícia, um sorriso amigo.

Evitai esse ar protectoral, que resolve a lâmina no coração que sangra, e pensai que, ao fazer o bem, trabalhais para vós e para os vossos.


Que pensar das pessoas que, sofrendo ingratidão por benefícios prestados, não querem mais fazer o bem, com medo de encontrar ingratos?


Essas pessoas tem mais egoísmo do que caridade, por que fazer o bem somente para receber provas de reconhecimento é deixar de lado o desinteresse, e o único bem agradável á Deus é o desinteressado.


São ainda orgulhosas, porque se comprazam na humildade do beneficiado, que deve rebaixar-se ao seus pés para agradecer-lhe.

Aquele que busca na Terra a recompensa do bem que faz, não a receberá no céu, mas Deus a reservará para o que assim não procede.

É necessário ajudar sempre os fracos, mesmo sabendo que o beneficiado não nos agradecerão.

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