sexta-feira, 10 de junho de 2011

SER ESPÍRITA

Imagem: sxc.hu




SER ESPÍRITA


Não nos apoquentemos com o fato de que não serão todos espíritas
no sentido formal da palavra.
Preocupemo-nos em trabalhar para que a Humanidade seja espírita,
no sentido da vivência cristã, sem que no sentido exterior o seja.
Porque o verdadeiro espírita será sempre o cristão verdadeiro, “pois
que um o mesmo é que outro”.
Reproduzindo a colocação de Allan Kardec, “o Espiritismo não
institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência, saúde espiritual
e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que
duvidam ou vacilam”.
Nosso maior desafio é a efetivação da nova sociedade, em que os
valores morais e os sentimentos nobres sejam a busca constante da maioria
das criaturas, independentemente de rótulos ou de ideologias exteriores.
A preocupação de muitos companheiros e companheiras em indagar
se o Espiritismo será a doutrina abraçada pela maior parte de homens e
mulheres denota uma preocupação da qual devemos nos despir, que é a
generalização de padrões de comportamento, dando -os oportunidades.
Não importa as naturais variações de gostos, de desejos, de rótulos

que as pessoas adotem; o mais importante é que aprendamos a nos
respeitar, compreender e acima de tudo, amar aos semelhantes.
A diversidade é uma das regras naturais da vida. Deus cria
incessantemente, usando da diversidade para demonstrar que a
individualidade é atributo inerente a cada ser.
Preocupemo-nos em refletir, através de nosso comportamento, o
que significa ser espírita.
Ser espírita é:
-- estabelecer a fraternidade como regra de convivência com nosso
semelhante, independentemente de seus conceitos acerca da vida;
-- perdoar as pessoas cujas faltas nos atinjam, mesmo que
utilizemos dos mecanismos sociais para sermos reparados. O fato de buscar
o reconhecimento de nossos direitos não significa que estejamos odiando
nosso próximo, bem como perdoá-lo não se expressa em abdicar de lutar
por esses mesmos direitos;
-- sermos indulgentes para com as atitudes de outrem, que mesmo
não nos atingindo diretamente, incomodam-nos. Aqui aprendemos a
respeitar as minorias, as diversas “tribos” e o modo particular de cada um
se comportar, mesmo discordando de tais procederes;
-- manter a gentileza como regra usual de comportamento no trato
alheio;
-- não devolver as ofensas recebidas com igual conduta,
aprendendo a relevar e a buscar responder dentro de um princípio de
civilidade e equilíbrio;
-- comportar-se no trânsito com urbanidade e bom senso, sem
disputar uma guerra com os demais motoristas, mesmo que estes
demonstrem extrema imperícia;
-- respeitar e proteger a Natureza, contribuindo para a conservação
de espécies e não agredindo o meio ambiente;
-- investir na sublimação de nossas relações afetivas, valorizando
nossas afeições e reduzindo nossa tendência ao egocentrismo;
-- pensar mais no bem-estar das pessoas que gostamos do que em
nosso próprio bem-estar;
-- cultivar amizades, colocando-nos à disposição para colaborar
para com o sucesso e conforto de nossos amigos;
-- auxiliar aos irmãos do caminho, com boa vontade e alegria cristã;
-- cumprir com fidelidade nosso papel de pais, mães, cônjuges,
filhos, irmãos, trabalhando incessantemente pela vitória da vida doméstica;
-- fazer mais que pedir, ouvir mais que falar, perdoar mais do que
ser perdoado, e servir mais do que ser servido;
-- não desperdiçar recursos naturais, nem alimentos;
-- participar da vida da comunidade, dando contribuições
importantes para a solução dos problemas da coletividade;
-- atuar em nossa profissão com absoluta honestidade, honradez,
ética e sinceridade;
-- usar de nossos talentos individuais para colaborar com que a
vida seja melhor para todos;
-- trabalhar por amor ao trabalho, não colocando o ganho material
em primeiro lugar, mas a utilidade de nosso labor;
-- valorizar mais o ser do que o ter;
-- respeitar a crença alheia, mesmo comungando de ideais
diferentes;
-- ser um indivíduo que se transforme em foco irradiador de paz,
harmonia social, constituindo-se em exemplo de cidadania e respeito.
Poderíamos relacionar dezenas de itens, mas o mais essencial é
que compreendamos que tais atitudes independem de rótulos exteriores.
Mesmo que envergando títulos diversos, quando os homens e
mulheres adotam um comportamento digno e superior diante a vida e os
semelhantes, estão sendo espíritas “de alma” e cristãos autênticos, pois o
que caracteriza o verdadeiro espírita é ser o verdadeiro homem de bem,
ainda que “por fora” envergue o título de ateu.
Pois acima de tudo, ser essencialmente espírita é AMAR a Deus,
AMAR ao próximo, AMAR a vida, AMAR a tudo e todos.
Deste modo, sim, podemos dizer que um dia todos seremos
espíritas!

LIVRO: ANUÁRIO ESPÍRITA

2 comentários:

paulo henrique disse...

Incrível reflexão sobre a idéia de ser espírita. Interessante é que o espírita não quer dizer sobre a doutrina religiosa, mas o estado de espírito que todos nós devemos nos encontrar, em sintonia nós, com os nossos queridos, não queridos, com todos, com a natureza e com o universo e tudo isso se ligando a Deus nosso pai e criador.

Assim seja!
Ph

Absair Narducci disse...

Olá Paulo Henrique?

Obrigado por seu cometário,valiosos.

Realmente não devemos colocar o seguimento religioso em primeiro plano.
Somos parte deste universo em uma sintonia perfeita que Deus criou.
A doutrina dos espiritos vem para abastecer, fornecer principios as demais religiões. Nem todos serão espiritas, mas terão bases do cristianismo mais puro que jesus pregou na terra, através da doutrina espirita.
A doutrina Espirita vem pra somar contribuindo com a Ciência, filosofia, e religião.


Muito agradecido por sua participação.

Esteja sempre na proteção do nosso mestre Jesus.

Muita Paz.
Absair

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