quarta-feira, 16 de setembro de 2009

COMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL COM DESENCARNADOS VIVOS



Em 12 de junho de 1959, numa bela tarde de primavera, o pintor e produtor de filmes Friedrich Jürgenson levou um gravador de fita magnética para sua casa de campo, em Mölnbo, Suécia, com a intenção de registrar cantos de diversos pássaros. Colocou o gravador perto da janela e acionou-o assim que um tentilhão de faia pousou ali próximo. Deixou rodar a fita por uns cinco minutos e depois rebobinou para escutar o que fora registrado. Para sua surpresa, ouviu um som ruidoso e vibrante – e só bem baixo pôde distinguir o trinado do tentilhão, um pássaro típico daquela região. Num primeiro instante, pensou tratar-se de algum defeito no aparelho e logo em seguida repetiu a gravação, na tentativa de verificar o acontecido. Novamente tudo se repetiu: os estranhos barulhos e o distante, quase inaudível, gorjear dos passarinhos no campo. Mas, subitamente, soou um clarim no decorrer da gravação e uma voz de homem irrompeu falando em norueguês sobre “vozes de pássaros noturnos”. Por tal fato, Jürgenson pensou na possibilidade de seu gravador ter captado alguma irradiação de uma emissora norueguesa, já que em certas ocasiões um gravador pode funcionar como rádio-receptor. Mais tarde ele viu que sua idéia estava equivocada. De qualquer forma, a partir daquela data, Jürgenson não parou mais de executar gravações, conseguindo acumular milhares delas até o fim de sua vida, em 1987. Registrou vozes que lhe diziam estranhas coisas: “Estamos vivos, Friedrich”, “os mortos estão vivos”, “somos mortos, mas os mortos são homens” etc. A partir de determinado momento, passou a dialogar com as vozes e conseguiu inúmeras gravações do que ele atribuiu serem conhecidos amigos e parentes seus já falecidos. Naquela fortuita tarde de junho de 1959, estava iniciada a era moderna do que passou a ser conhecido posteriormente como Fenômeno das Vozes Eletrônicas [Electronic Voice Phenomena, EVP]. Mais tarde, com a ampliação e diversificação dessa manifestação fenomênica, o campo passou a ser chamado de Transcomunicação Instrumental (TCI), que em 2008 completou 50 anos.
Mundo dos vivos e dos mortos — A TCI é a alegada comunicação entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, realizada através de aparelhos eletrônicos. A expressão transcomunicação instrumental foi cunhada para diferenciá-la de outras formas de transcomunicações – tal como a mediúnica, que se serve necessariamente de um meio humano para que ocorra, um médium. Essas comunicações transcendentes ocorrem mais comumente, segundo seus defensores, através de gravadores de fitas magnéticas, telefones, televisores, computadores, rádios, aparelhos de fax e até secretárias eletrônicas. Outros instrumentos mais sofisticados também foram projetados ao longo dos anos, na tentativa de se estabelecer um contato estável e duradouro com seres humanos falecidos, os espíritos. Entretanto, a TCI ainda não foi provada cientificamente e não é aceita pela comunidade acadêmica como um método de comunicação tecnológica bidirecional entre as mentes de humanos vivos e entes mortos – espíritos vivendo noutras realidades, noutros planos. As evidências neste campo ainda estão sendo debatidas no campo das hipóteses e exige-se para essa área mais estudos científicos controlados, profundos e extensivos. O papel histórico do pioneiro Friedrich Jürgenson na transcomunicação tecnológica pode ser considerado análogo ao do piloto Kenneth Arnold na Ufologia. O histórico avistamento de nove objetos voadores não identificados pelo piloto sobre as Montanhas Cascade, no Estado de Washington, em 24 de junho de 1947, marca o início da Era Moderna dos Discos Voadores. As gravações de Jürgenson, naquela tarde em 1959, marcam o início da Era Moderna da Transcomunicação Instrumental – apesar dele só as ter publicado abertamente cinco anos depois.
Começava assim a chamada era das vozes eletrônicas, superando o período dos instrumentos elétricos que ganharam força no início do século 20, com o advento do uso prático da eletricidade, e superando o uso de instrumentos mecânicos, presentes no século 19 e início do 20 – como as “mesas girantes” e as “tábuas Ouija”. Esses marcos são simbólicos, pois assim como na Ufologia já existiam relatos de objetos aéreos incomuns séculos atrás – como a descrição de um fazendeiro texano que usou a palavra pires para descrever um objeto escuro cruzando o céu em alta velocidade, em 1878 –, na TCI também existem relatos antigos de tentativas de contato com espíritos por aparelhos. Sobre isso temos evidências na obra Os Mortos nos Falam [Editora Edicel, 1994], do padre e transcomunicador francês François Brune: “Existiram muitas outras gravações antes de Jürgenson, a maioria geralmente obtida involuntariamente. Mas elas não geraram pesquisas sistemáticas. Algumas passaram mesmo completamente despercebidas e só foram notadas quando o fenômeno adquiriu uma ampla audiência”. Há descrições de que os primeiros registros de gravações de vozes atribuídas a espíritos ocorreram por acaso na Sibéria, em 1901. Essa gravação teria sido feita através do único recurso da época, um fonógrafo que registrava som num rolo cilíndrico. O antropólogo americano Waldemar Bogras estava registrando cânticos de rituais xamãs na tribo dos Tohouktchi quando, ao ouvir o que tinha acabado de gravar no rolo, notou vozes em inglês e russo, misturadas entre os cânticos e batidas dos tambores do ritual. Não podendo atribuir o fato a uma origem comum, acreditou ser a manifestação dos espíritos que os xamãs evocavam... Vida após a morte física — Desde tempos imemoriais o homem tenta se comunicar com seus mortos e busca descobrir se realmente existe vida após a morte física. Especulações, hipóteses e teorias foram criadas numa tentativa de descrever esse mundo incógnito, essa outra existência – um hipotético mundo invisível para nós, mas que seria capaz de coexistir conosco. Com a invenção e chegada dos primeiros instrumentos eletrônicos – e os resultados pioneiros obtidos com eles – o homem renovou suas esperanças em contatar os mortos num patamar tecnológico nunca visto antes. Com os novos instrumentos seria possível estabelecer contato com os falecidos sem necessariamente o uso de médiuns, e o sonho de gravar suas vozes e registrar as imagens do mundo onde viveriam estava sendo finalmente desvelado. Na década de 70, já instalada a febre das vozes de falecidos, captadas com gravadores de fitas magnéticas, alguns aventaram a hipótese de que também se poderia entrar em contato com seres extraterrestres por meio desses aparelhos. Pensou-se na possibilidade de contatar criaturas de outras civilizações que habitam nosso universo, algumas das quais estariam nos visitando com suas fantásticas máquinas – os chamados discos voadores. Também se pensou em buscar comunicação com habitantes de “outros” universos. Um dos primeiros a tentar provar este deslumbrante conceito foi o próprio Friedrich Jürgenson, como confessa o pesquisador em seu livro Telefone para o Além [Civilização Brasileira, 1972]: “Eu estabelecera uma correlação entre as vozes enigmáticas e os denominados objetos não identificados (UFOs). Já naquele tempo [Setembro de 1959] o número de casos desses misteriosos objetos voadores ultrapassava em muito os 100 mil. Praticamente não existia um país na Terra no qual não se tivessem observado essas enigmáticas máquinas voadoras”, revelou Jürgenson. “A idéia de que poderia haver uma relação entre as vozes de homens e mulheres, gravadas nas minhas fitas magnéticas, e a tripulação desses UFOs não era assim tão absurda”, completou o pesquisador. Posteriormente, Jürgenson abandonou a noção de “homens do espaço” interferindo nas suas fitas, quando fez, segundo ele, uma análise rigorosa. Ele concluiu que “...não tinha mais qualquer dúvida de que, no tocante aos fenômenos das fitas magnéticas, tratava-se de ocorrências superfísicas e parafísicas, que só podiam ser investigadas de maneira prudente e com imparcialidade, sem idéia preconcebida”. Mas Jürgenson não fora o primeiro a pensar nessa correlação. Muito antes dele, no século 19, outros ilustres estudiosos já experimentavam a tentativa de se comunicar com extraterrestres por aparelhos diversos.
Seres de outras dimensões — A TCI nasceu como uma tentativa de estabelecer diálogo com espíritos, mas inovou e permitiu também a possibilidade de nos comunicarmos com ufonautas, com seres que habitam outros orbes de nosso universo ou mesmo de outras dimensões. Apesar de quase 50 anos de pesquisas, elas ainda estão em fase embrionária, e os resultados pretensamente atribuídos a ETs estão ainda sendo debatidos. Os investigadores estão tateando as possibilidades, sem saber exatamente porque seus aparelhos estão apresentando anomalias – que são convencionalmente explicadas pela ciência ou simplesmente negadas. Talvez não obtenhamos qualquer resposta aos nossos esforços de procura oficial por seres extraterrestres através de programas como o SETI [Search for Extraterrestrial Intelligence, a busca por inteligência extraterrestre], mas se investirmos num programa oficial de pesquisa sobre as vozes eletrônicas, quem sabe teríamos resultados promissores. Na segunda metade do século 20, alguns ufólogos passaram a filosofar sobre a possibilidade de os tripulantes dos discos voadores e os espíritos serem duas manifestações diferentes de uma mesma origem. Tem-se tentado criar e estabelecer uma categoria chamada Ufologia Espírita ou mesmo Espiritismo Ufológico para tratar do assunto. Já outro grupo de pensadores vai mais além e tenta agrupar diversas entidades do mundo sobrenatural num único contexto – anjos, fadas, fantasmas e similares teriam para eles uma origem comum. Um dos mais influentes pensadores desta corrente é o escritor e pesquisador paranormal John A. Keel, cujos pensamentos influenciaram positivamente gerações de buscadores. Quem sabe ufólogos, espíritas, religiosos e parapsicólogos estejam buscando algo que, no fundo, seja a manifestação múltipla de uma mesma coisa?! Só o futuro nos dirá.
No Brasil existem grandes pesquisadores da comunicação instrumental entre todos se destaca Sonia Rinalde.

2 comentários:

Anônimo disse...

Devido há muito tempo a gente ouvir falar em vidas após a morte, eu gostaria de saber uma coisa, existe hoje alguma prova concreta sobre imagens do além?

Absair Narducci disse...

Olá Anônimo?

Bom Não só se fala de vida após a morte, como ela existe. Quando desencarnamos, ou seja nos libertamos do nosso corpo físico, voltamos para o lugar de onde partimos antes de vir para a terra, ou seja a pátria Espiritual.ou o mundo espíritual.

Quamdo morremos, dizemos que Desencarnamos.

E quando nascemos dizemos que encarnamos.
E a reencarnação é um processo de volta do espírito várias vezes aqui na terra, ou seja de vários nascimentos aqui.

Bom, em relação a outra questão:

Existem várias pesquisas séria que comprova isso, a Transcomunicação Instrumental é uma delas.Além de captar conversas via programas na internet, também capta imagens de pessoa que já viveram aqui na terra, e hoje em dia vivem no mundo espíritual. Podemos também obiter comunicações de nossos entes queridos com esse processo de Trancomunicação Instrumental faça também uma pesquisa no google em relação a isso . E no Brasil existe uma pesquisadora que se chama Sônia Rinalde que tem vasto material em relação a isso.
Você pode fazer uma pesquisa no Google com o nome Sônia Rinalde que vc vai encontra-la ok?

Também existem um fenômeno de Materialização de espíritos que contribuem para esses asuntos, mas isso acontece só com Médios de grandes capacidades. pois se trata de um asunto muito serio, e de grande contribuição para que o nosso mundo físico e o mundo espíritual prove que estão trabalhando juntos para descortinar o véu que ainda conbri os olhos dos encarnados que ainda são dominado por algumas seitas relegiosas sobre o dominio do medo.

Espero ter lhe respondido sua questão.
Um grande abraço,
Obrigado por seu cometário.

Muita proteção do nosso mestre jesus,
E que a espiritualidade esteja sempre te orietando.
Araços.

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