terça-feira, 11 de agosto de 2009

VIOLETAS NA JANELA

Violetas na Janela. Um Romance Espirita. Ditado pelo espírito patrícia. Desencarnada aos 19 anos

Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck.



Despertando no Mundo Espiritual



Por muitas vezes acordei, para logo em seguida adormecer. Neste período desperta, observei o local onde estava. Era um quarto com paredes claras e uma janela fechada. O local estava na penumbra. Sentia-me extremamente bem. Ouvia a voz de meu pai, ou melhor sentia as palavra;

''Patrícia filha querida dorme tranquila, amigos velam por você. Esteja em paz''

Embora essas palavras fossem ditas com muito carinho, eram ordens. Sentia-me protegida e amparada.





Via-me deitada numa cama alta como as dos hospitais, branca e confortável. Acordava e dormia.



Até que despertei de fato. Sentei-me no leito. Virei a cabeça devagar, observando o quarto, e foi então que vi ao lado do meu leito, sentado numa poltrona, um senhor. Quando o olhei, ele sorriu, agradavelmente.

Apalpei-me ajeitando-me entre os lençois alvos e levemente perfumados. estava vestida com meu pijama azul de malha. Arrumei com as mãos meus cabelos.



"onde será que estou?"-pensei.



Não conhecia o local e nem aquele senhor que, calmamente, continuava a sorrir. Não tive medo e nem me apavorei. Fiquei calada por minutos, tentando entender. até que o risonho senhor me dirigiu a palavra!





-Oi Patrícia Como se sente?

-Bem...



Pensei no meu pai. Senti-o. Interroguei-o mentalmente: "Papai que faço?"- "Calma esteja Tranquila, diante do desconhecido, procure conhecer; nas dificuldades, ache soluções.

Pense em Jesus. O divino mestre é a luz do nosso caminho".

Papai respondeu dentro de mim, era como se pensasse com a voz dele. Senti coragem e ânimo, certamente eras fluidos que me enviava. Confiei. Voltei a cabeça na direcção daquele senhor, olhei-o fixamente e indaguei:
- Como sabe meu nome?
- Patrícia é um lindo nome, conheço-a há tempo.
- Onde estou?
- Entre amigos.

Realmente sentia assim. Estava calma. Ter acordado num lugar desconhecido e com aquele estranho ao meu lado pareceu-me natural. E logo eu, que sempre fui tão caseira e avessa a estranhos. Interroguei-o novamente.

-Como se chama?
- Maurício. Sou amigo de seu Pai.
- É médico? Trabalha em nosso Centro espirita?
Não me respondeu, seu olhar tranquilo dava-me calma. Observei-o detalhadamente. Ruivo, com sardas pelo rosto, olhos verdes, boca grande e sorriso agradável. Deixou que eu o observasse. Minutos passamos em silêncio. Até que ousei perguntar:

- Estou sonhando ou desencarnei?



Indagando

Aquele estranho que, por afinidade, senti ser um amigo a velar por mim, continuava a sorrir. Olhou-me nos olhos. Lembranças de acontecimentos vieram-me á mente.

Ia levantar, era domingo, inverno, final de férias. Sentei-me na cama para trocar o pijama quente por outra roupa, quando senti uma tontura. A cama estava encostada na parede e foi nela que apoiei a cabeça e parecia que algo explodia dentro dela. Estas sensações foram por segundos. Vi e ouvi por instantes, sem definir quem, pessoas ao meu lado.

-" Calma, patrícia, calma"! - alguém falou carinhosamente.
Senti que seguraram minhas mão, como também senti mãos sobre minha cabeça.

- "Dorme, dorme..."

Dormi realmente. As lembranças acabaram como por encanto. O fato é que estava num quarto que não era o meu, e diante de Maurício. Olhei para todos os lados e entendi, não foi preciso ele responde. Maurício somente me ajudou a lembrar. Desencarnei. Estava tão calma que estranhei. Suspirei. o melhor era assumir.
Não sabia que iria desencarnar um dia? Voltei a indagar Maurício, como se fosse um assunto banal:

-Que aconteceu? de que desencarnei?
- Uma veia rompeu no seu cérebro. Tem que haver um motivo para o corpo morrer quando é vencido o prazo de o espírito ficar encarnado. Foi por um aneurisma cerebral.

- Onde estou?
- na colónia São Sebastião. No hospital. na parte de Recuperação.
- Recupero me de quê?
- De nada, você está ótima, aqui está somente para se adaptar. Patrícia lembra de sua avó Amaziles? Ela está aqui e quer vê-la.

A imagem de vovó veio á minha mente. Gostava muito dela. Estivera muito doente, depois piorou e foi para o hospital. Quando desencarnou estávamos, seus netos, a orar para que sarasse.
Ao sabermos que desencarnara, pusemos-nos a chorar.

- "Como"? - minha irmã indagou.- "Estávamos a ora para que sarasse!". Minha mãe respondeu: - "Suas preces foram ouvidas. Jesus, vendo que ela não poderia sarar no corpo, levou-a para que sarasse no Plano espiritual". Senti, sentimos muito seu desencarne. Agora, ali estava ela querendo me ver...
Corrigi meu pensamento: -"Gostava não gosto muito dela!"
- Por favor Maurício, peça-lhe para entrar - disse emocionada.
Vovó entrou no quarto, de mansinho. Estava diferente, mais bonita, esperta e sem seus grossos óculos. beijou-me na testa, e nos abraçamos demoradamente. Meus sentimentos naquele momento ficaram confusos. Senti alegria em vê-la, mas também, tive a certeza de que eu realmente havia desencarnado.
Senti um vazio e um ligeiro medo. Percebendo Vovó sentou-se ao meu lado, no leito. Sorriu feliz e disse:

- Patrícia aqui é lindo! Logo poderei mostrar-lhe lugares maravilhosos. Você está tão bem! tão linda! Necessita de alguma coisa? quer que lhe faça algo? Você...

- Vovó- interrompi,- Como está mamãe? papai? Juninho? Carla e o nené?

Obs: (Juninho e Carla são irmãos de Patrícia, Carla estava gravida do primeiro filho quando Patrícia desencarnou.)

-Estão bem. São espíritas. O Espiritismo dá aos encarnados o entendimento da morte do corpo, e, assim, eles compreenderam os acontecimentos e sabem que seu desencarne lhe trará muitas felicidades. Juninho está bem e Carla também. ainda mais que ira ter um belo menino. seu pai é firme como rocha e seu saber é o leme a dirigir o barco do lar.

- Vovó, eles não sentiram meu desencarne?!
- Sentiram. É claro que todos sofrem sua ausência e se ajudam mutuamente com muita compreensão. Fazem de tudo para mandar a você o caminho e o amor que sentem.
Um dia vocês irão se encontrar, como agora se encontra comigo. Verá que nunca estiveram separados, porque o amor une.

- Vovó, por favor, cuide deles. O senhor também, Maurício. Ajude-os, pois mamãe deve estar triste. Será que chora por mim? Ela poderá não querer se alimentar...

Desde que Vovó entrara no quarto, Maurício ficou sentado na poltrona em silêncio. Como me dirigi a ele, rogando ajuda. tentou tranquilizar-me.
- Patrícia no seu lar terreno eles só nos pedem que cuidemos de você. A menina nos pede para cuidar deles. O carinho sincero que os une é laço forte. Cuidaremos de você e deles.

Estarei sempre aqui e, até que se adapte bem. ficarei em sua companhia. estou encarregado de velar por você.

- Obrigado respondi tentando sorrir, mas acho que fiz foi uma careta.
Foi dando-me um sono, uma vontade irresistível de dormi. deitei. Vovó ajudou-me a acomodar. Meus olhos foram fechando, enquanto os dois sorriam para mim. Vovó me beijou na testa e segurou minha mão.

-Acho que vou dormi...

Trechos fiel de Violetas na janela...

Um comentário:

aline disse...

Ñ LI O LIVRO AINDA,MAS PELO Q PUDE VER DESTE RESUMO SEI Q VOU ADORAR.ASSIM Q PUDER COMPRAR LEREI COM CERTEZA

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